50 anos da ABEDA

A ABEDA comemorou seus 50 anos de fundação com um jantar para cerca de 100 pessoas e o lançamento do Livro ABEDA: 50 ANOS NA ESTRADA DO ASFALTO.

Estiveram presentes vários representantes de entidades e empresas do segmento, tais como: FIESP, ANEOR, PETROBRAS e ANP,  além da participação de todos os seus Associados e familiares, ex Presidentes, colegas e colaboradores.

Conselho de Administração e Assessores

Leonardo Machado (Petrobras), Flávio Vianna (Conselheiro ABEDA), Manuel Rossitto (Fiesp), Luiz Gustavo (Sup.Exec.ABEDA) e Luiz Claudio Kastrup (Chenut, Oliveira Santiago)

Amadeu Greca, José de Alencar, José Alberto Piñón, Eder Vianna e Aloysio de Castro


Em seu discurso, o Presidente da ABEDA, José Alberto Piñón Gonzalez, agradeceu aos presentes e fez um breve resumo sobre a história e o trabalho da entidade. Leiam abaixo o discurso na íntegra:

Introdução
Boa noite. Agradeço a todos os presentes que vieram nos prestigiar e engrandecer a nossa festa de comemoração dos 50 anos de fundação da ABEDA – Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos.

50 anos da ABEDA

Quero aqui prestar minha homenagem a todas as diretorias da nossa entidade de classe, desde a sua fundação em maio de 1966, que souberam conduzi-la com muito trabalho, determinação e competência, até alcançar o reconhecimento e o sucesso nos dias atuais. Desde seu primeiro presidente, Antônio Val, e os que o sucederam: Edgar Gebara, João Kojin, Alonso Fernandes, Aloysio de Castro, Eder Vianna, Antônio Canabrava, Wellington Sandim, Amadeu Greca, Paulo Sastre e Carlos Rego.

Para mim, que já trabalho no setor desde janeiro de 1971, portanto há mais de 45 anos, é uma grande honra, nesse momento histórico, presidir o Conselho de Administração, representando meus colegas de Conselho e as nossas 15 associadas que representam mais de 95% da distribuição de asfaltos no Brasil.

Missão da ABEDA

A ABEDA exerce um papel estratégico na organização e na consolidação da indústria deste nobre e democrático derivado do petróleo. Representa os interesses dos distribuidores perante os órgãos reguladores, consumidores e produtores.

Além disso, nossa entidade incentiva o avanço da tecnologia e a disseminação do conhecimento através da promoção de palestras e congressos, publicações de livros e guias técnicos, bem como contribui para a formação de mão de obra especializada, em parceria com universidades federais e estaduais.

Profissionalização da ABEDA

Diferentemente do modelo de administração das gestões anteriores, a entidade, desde março de 2015, é dirigida por um Conselho de Administração, formada por cinco membros, dos quais: Eu, como presidente, José Miguel Cervantes – Vice Presidente, e os conselheiros Flavio Vianna, Ronaldo Aspesi e Rodolfo Massari.

Nesse novo modelo, temos um Superintendente Executivo contratado, o advogado Luiz Gustavo Rocholi e uma Secretária Geral contratada – a querida Eunice Teixeira de Freitas (que já faz parte do imobilizado da ABEDA). No atual formato, pudemos imprimir uma gestão profissional com interação diária e permanente com nossos principais parceiros, dentre os quais: ANP, Petrobras, DNIT, DER’s, TCU, ANEOR, FIESP, IBP, IBI, IPR, entre outros.

Plano estratégico da Petrobras

A convite da FIESP, participamos em setembro da apresentação do plano estratégico da Petrobras com vistas aos próximos cinco anos. Naquele encontro, concluímos que a petrolífera deverá focar seus investimentos na prospecção de petróleo, sobretudo na área do pré-sal. Quanto ao refino, pretende melhorar a gestão nas refinarias e, caso necessitem de ampliações, vão buscar parceiros. Em relação às demais áreas, a Petrobras pretende vender seus ativos.

Para o setor de distribuição de asfaltos no Brasil, com essa visão atual da Petrobras, surgem grandes oportunidades de negócios para nossas associadas, dentre as quais eu destaco:

  1. Importação de asfaltos;
  2. Investimentos em terminais marítimos;
  3. Investimentos em terminais logísticos, visando reduzir as grandes distâncias entre as unidades produtoras e os grandes centros de consumo.

No entanto, para que tudo isso se concretize, é fundamental que a petrolífera estabeleça com os distribuidores de asfaltos políticas de formação de preços bem definidas e transparentes, de longo prazo. Tal iniciativa irá facilitar a liberação de reajustes de preços dos asfaltos nos contratos firmados entre os nossos clientes e os diversos órgãos contratantes.

Mercado promissor – Dados curiosos…

Em pesquisa recente, publicada pela CNT (Confederação Nacional de Transportes), o Brasil possui uma malha rodoviária de estradas federais, estaduais e municipais na ordem de 1.720.000 mil quilômetros, das quais apenas 213 mil quilômetros são pavimentadas, ou seja, 12,3% do total.

Fazendo uma comparação com a Espanha (país que também sou cidadão) que possui um território equivalente ao da Bahia (cerca de 550 mil quilômetros quadrados), portanto 15 vezes menor do que a área total do Brasil, a Espanha possui, supreendentemente, uma malha rodoviária pavimentada 3,3 vezes maior do que a do nosso país – o equivalente a 700 mil quilômetros de estradas.

Entre os anos de 2010 e 2015, o Brasil, em âmbito federal, autorizou investimentos em infraestrutura de rodovias no valor de 78 bilhões de reais, mas somente aplicou R$ 54 bilhões, ficando uma diferença de 24 R$ bilhões – uma média de R$ 4 bilhões por ano.

Para se ter uma ideia, ainda segundo dados do CNT, para que o nosso país tenha uma malha rodoviária adequada e segura, são necessários investimentos de R$ 292 bilhões, sendo R$ 127 bilhões em duplicações, R$ 98 bilhões em novas rodovias e R$ 57 bilhões em restauração de rodovias existentes.

Com base nestes números, vemos a necessidade de superar essa grande lacuna com investimentos privados. A indústria de agronegócios, por exemplo, que está em franca expansão no país, carece de boas rodovias para o escoamento de sua safra.

O atual Governo Federal lançou um programa de privatização de rodovias, o que nos leva a acreditar num grande desenvolvimento rodoviário futuro. Além disso, o estado pretende reativar uma série de rodovias (recentemente privatizadas, porém com obras paralisadas), determinando a mudança de novos concessionários.

Esses números revelam um futuro promissor para a nova geração da indústria asfáltica brasileira, que já tem ao seu lado uma associação de classe forte, operante, competente e, acima de tudo, experiente.

O livro ABEDA: 50 anos na estrada do asfalto

Há cerca de dois anos, o então presidente da ABEDA, Carlos Guilherme Rego, teve uma brilhante ideia: festejar os 50 anos da Associação com a publicação de um livro, contando a história do asfalto no Brasil.

Hoje, felizmente, o sonho virou realidade. Estamos aqui para comemorar essas cinco décadas da nossa entidade de classe, com a distribuição (em primeira mão) dos exemplares desse tão esperado livro.

Mas sabemos que chegar até aqui não foi tão fácil. E isso se deve ao árduo trabalho dos dois curadores eleitos – Eder Vianna e José de Alencar – que se debruçaram por mais de 1 ano neste desafio.

Sob a coordenação da nossa competente e incansável secretária Eunice, a obra foi concebida pela editora Trama Criações, dirigida pela jornalista Beatriz Cardoso.

Ao longo da leitura, vocês verão que o conteúdo dá voz a dezenas de personalidades que vem contribuindo por décadas para o surgimento e aperfeiçoamento do rodoviarismo do nosso país. Foram mais de 70 horas de entrevistas decifrando a história sob a perspectiva de desbravadores da categoria, muitos deles hoje aqui presentes.

DESEJO A TODOS UMA EXCELENTE LEITURA!

E VAMOS COMEMORAR! AFINAL, SÃO 50 ANOS DE HISTÓRIA. E QUE VENHAM OS NOVOS DESAFIOS!

Rio de Janeiro, 10 de novembro de 2016.

JOSÉ ALBERTO PIÑÓN GONZALEZ

PRESIDENTE DO CONSELHO DE

 ADMINISTRAÇÃO DA ABEDA